Durante
quanto tempo você trabalhou
no Centro Educacional Terra Santa?
Frei Alvaci: Comecei no Terra
Santa em 2006 e trabalhei até o final do ano passado. Foram
três bons anos de trabalho junto ao Terra Santa, tempo em que
fiz grandes amigos e pude aprender muito, seja com nossas crianças,
seja com todos os que trabalham conosco nesta bela obra.
Que tipo
de trabalho você desenvolvia?
Frei Alvaci: Desde que cheguei
no Terra Santa, trabalhei no setor de apadrinhamento a distância
e captação de recursos. Quando chegamos o trabalho estava
ainda no início, por isso tivemos que organizar muitas coisas.
Com a ajuda da irmã Juliana organizamos um bom trabalho a partir
daquele já iniciado por Fr. Johannes com os padrinhos da Alemanha
e por Frei Ivo com os padrinhos da Itália. Também em
2006 começamos uma parceria com a ONG “Solidária”,
da cidade de Gênova, que por estes três anos tem nos ajudado
bastante, principalmente no sistema de apadrinhamento a distância.
Quais as conquistas e progressos ao
longo da tua permanência nesse serviço?
Frei Alvaci: Como já disse, pudemos organizar
melhor o trabalho de captação de recursos vindos do
exterior, ampliamos o trabalho e assim os recursos aumentaram. Nos
dedicamos a responder sempre mais, na medida do possível, aos
padrinhos que com freqüência nos escrevem, com o intuito
de aumentar os vínculos entre nós, as crianças
e os padrinhos. Creio que a maior conquista tenha sido a organização
de todo o nosso trabalho fazendo-o mais visível a todos. Também
cada dia mais os padrinhos criam maiores vínculos afetivos
com as crianças e, nestes três anos, pudemos receber
a visita de muitos deles que fizeram questão de conhecer nossas
crianças e nossa obra.
Quando vc iniciou a trabalhar aqui,
o CETS ainda não era da Província. Quais as mudanças
depois da transição?
Frei Alvaci: De fato, quando comecei o CETS não era
ainda da Província, porém, a nossa presença já
era bastante significativa, bem como das irmãs de Siessen.
O que mais mudou para mim depois da transição foi a
tônica franciscana que passou a ser dada com maior ênfase
em todas as nossas atividades. O Terra Santa passou a demonstrar mais
visivelmente em cartazes, frases e atividades, que estávamos
dentro de uma instituição franciscana, que tem como
lema espalhar a Paz e o Bem.
Qual era sua principal motivação
para desenvolver esse trabalho?
Frei Alvaci: Acredito que o que nos move dentro do Centro
Educacional Terra Santa é aquilo que juntos fazemos por aqueles
que nos procuram, seja nas visitas, na assistência escolar e
profissionalizante às crianças e jovens. No nosso trabalho
pudemos, mesmo que pouco, dar alguma alegria aos nossos pequenos através
de nossos gestos. O que mais me motivava era a alegria de nossas crianças
ao saber que seus padrinhos lhes mandavam uma cartinha ou um pequeno
presente. Estes pequenos gestos me motivaram muito para continuar
no trabalho que eu estava fazendo. De fato, o pouco que fazemos juntos
pode se tornar grande se feito com amor. Agradeço a oportunidade
de poder ter passado estes três anos com este belo trabalho
e junto a estas crianças tão especiais e que me são
tão caras.
Deixe uma mensagem para todas as crianças
e funcionários do CETS.
Frei Alvaci: Gostaria de expressar meu carinho a todos do
Centro Educacional Terra Santa, pessoas que com o tempo passei a amar
como irmãos e amigos. A todos os nossos funcionários,
colaboradores e a todas as nossas crianças deixo o meu abraço.
Que possamos continuar juntos lutando cada dia mais por um mundo mais
igual, fraterno e justo. Afinal de contas, o que fica de nossas vidas
é aquilo que fizemos de bom aos outros. Que possamos juntos
semear sempre mais as sementes da Paz e do Bem! Obrigado pelo carinho
de todos.
Por Frei Diego Atalino de Melo